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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

estou na bolivia!!!!

Voltando...

Depois de uma semana de muitas vontades e desejos em realizar uma viagem, sem dinheiro, mas necessária para a alma e os olhos neste fim de ano decidimos, eu e minha família - marido e filho de 4 anos - viajarmos pela Bolívia, pelo Peru e pelo Chile, com mochila nas costas e muita vontade de ver os hermanos que tanto gosto de documentar. Estive aqui em Santa Cruz em 2006 para participar de um curso de fotojornalismo no Jornal El Deber que já contei por aqui no blog. Querendo encontrar com Fernando e Ana Paula, mestres já da empreitada viagem com crianca pela América Latina.

Enfim, cheguei ontem a Santa Cruz de La Sierra, em princípio uma das possibilidades mais baratas de chegada... E vamos até lá arriba!!! Enfim, hoje fomos a Plaza 24 de Septiembre, no centro de Santa Cruz e encontramos diversos manifestantes acampados (e que acampamento bem montado) pró Autonomia, movimento da ala contra Evo Morales que pede para que as províncias tenham mais liberdade de decisao e financeira. Conversei com um dos líderes que se dizia chamar Negro. Contava-me sobre la Autonomia. Disse sobre as diferecas sociais. "Sei que temos um povo indígena muito pobre, mas nao temos culpa disso", argumentou. O que me impressionou foi ele se distanciar da cultura que ele denominou "madre tierra" como nao sendo exatamente a sua. Ele, um tipico nativo do país!!

Minha idéia é chegar amanha na capital constitucional da Bolivia, Sucre que fica daqui umas 14h de onibus. Vamos lá!! La Paz é onde fica a sede do Governo, iremos depois. Uma confusao de itinerarios, mas que para nos é o que mais no enriquece neste processo!!

Perdao pela ausencia de acentos, o teclado aqui por estes lados nao tem exatamente todos os acentos para serem usados no portugues...

Enfim, vamos nos comunicando neste diário de bordo... Volto para o Brasil dia 08 de janeiro. Até lá acompanhem esta peregrinacao que acredito vai dar muita historia boa e com um bom caldo...




terça-feira, 20 de novembro de 2007

a fotógrafa colombiana joana toro

A fotógrafa colombiana Joana Toro que tive o prazer de conhecer na Bolívia participando de um curso com o fotógrafo estadunidense Stephen Ferry ano passado tem realizado um trabalho instigador sobre as minas de diamantes existentes naquele país. Joana que trabalha na revista Cambio, na Colômbia tem um tino de busca pela imagem necessária absurdamente disciplinado. Lembro-me bem dela que na Bolívia foi atrás de informações sobre os problemas da poluição da Laguna que afetava a população ribeirinha do lugar, na periferia de Santa Cruz de la Sierra trazendo um material coeso, com cores estonteantes. Vejam algumas das fotos deste tema atual que Joana tem aplicado suas forças - as minas de diamantes do seu país que sabidamente causam tanta polêmica. Isso me faz lembrar o filme "Diamante de Sangue", do diretor Edward Zwick e com fotografia do português Eduardo Serra que serve para acrescentar repertório sobre o assunto.


















sexta-feira, 21 de setembro de 2007

na bolívia, ano passado...

Em 2006 participei de um curso em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, pela Fundación Nuevo Periodismo Ibero-Americano com o fotógrafo Stephen Ferry, norte-americano e com trabalho desenvolvido sobre a América Latina.

O vírus da raiva estava contaminando em grande número a população do país e foi o tema que escolhi para fotografar. Descobri que o desmatamento naquela área seria um dos prováveis causadores da chegada do vírus na cidade.

Esta foto é de uma menina e sua irmã e um de seus cães, brincando num final de tarde em casa.
Existem muitos cães nas ruas, principalmente na periferia. Crianças e adultos sofrem e choram quando a carrocinha (la garrada) passa e captura os cachorros que estão fora de casa, mas que muitas vezes têm dono. A regra é pegá-los e não deixá-los soltos, pois dessa forma não se tornam suspeitos de portar o vírus.

Quando cheguei em Santa Cruz, um menino estava internado com suspeita do vírus. Uma semana depois ele faleceu. Uma pessoa que contrai a raiva, não consegue suportar a luz e os ruídos, por mais baixos que sejam e não consegue sobreviver na imensa e quase total maioria dos casos.

Aqui no Brasil, existem relatos de casos também em algumas áreas de desmatamento.