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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

programação do debate on line sobre africanidades

Vai haver o Representação Imagética das africanidades no Brasil, um debate on-line que é um projeto de Denise Camargo e Ana Maria Schultze, contemplado pelo Programa Cultura e Pensamento 2007.


O projeto faz parte da série Projetos Especiais Studium e traz uma edição especial contendo artigos, galerias fotográficas, resenhas e salas de debate que ocorrem nos dias 26, 27, 28 e 29 de novembro, de segunda à quinta-feira, das 20h às 22h.


PROGRAMAÇÃO

26/11/07 das 20h às 22h - Africanidades

A primeira sala on-line coloca em pauta o conceito de africanidade, com a finalidade de localizar o tema do debate Representação Imagética das Africanidades na agenda contemporânea brasileira. As discussões pretendem trazer questões relativas à diáspora e à manutenção das matrizes ancestrais que sustentam o patrimônio cultural de origem africana, ressaltando a idéia de territorialidade, cultura brasileira, tradições e resistência.


27/11/07 das 20h às 22h - Identidades

A segunda sala on-line trata da representação imagética, tendo como eixo as diferentes estratégias discursivas, como a representação do negro na imagem da publicidade, a fotografia latino-americana, fotografia e identidades regionais, o simbolismo da imagem.


28/11/07 das 20h às 22h - Interterritorialidades

A terceira sala on-line discute a representação imagética das africanidades nas artes, nos espaços museológicos e sua produção simbólica.


29/11/07 das 20h às 22h - Estratégias das imagens: fórum de encerramento

O fórum de encerramento é uma seção aberta a todos os participantes. Formula-se, a partir desse encontro de pensamentos, um registro dos resultados obtidos e dos possíveis encaminhamentos para as questões tratadas. Entre eles, por exemplo, está um plano para a aplicação da Lei nº 10.639/2003, que determina a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares.


Os debatedores representam diferentes regiões brasileiras e da América Latina. Entre eles: Alejandro Castellanos (Centro de la Imagen, México), Boris Kossoy (USP), Carmen Rial (UFSC), Kim-ir-sem Pires Leal (GO), Luiz Braga (PA), Luiz Eduardo Achutti (UFRGS), Marcelo Bernardo da Cunha (UFBA e Mafro), Mauro Guilherme Koury (UFPB), Paulo Rossi (USP), Rafael Sanzio dos Anjos (UNB), Selda Vale da Costa (UFAM), Silvia Perez Fernandes (UBA, Argentina).


A mediação é de Denise Camargo e Ana Maria Schultze, coordenadoras do projeto e editoras da edição on-line; e de Fernando de Tacca, coordenador-editorial da revista Studium.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

joão silva

O nome bem que poderia ser de um brasileiro ou talvez de um português... É na verdade um moçambicano educado em Portugal que junto com o grupo The Bang Bang Club fotografava os conflitos de guerra entre os partidários de Nelson Mandela e os do líder zulu Buthelezi, no final do apartheid nas cidades próximas de Johanesburgo .
Os fotógrafos também sul-africanos, Kevin Carter, Ken Oosterbroek e Greg Marinovich eram os seus amigos da empreitada. Kevin fez a foto que ganhou o prêmio Pulitzer em 1994 da menina sudanesa se arrastando de fome e do urubu que se aproxima dela. Ele se suicidou no mesmo ano.

"Custos emocionais foram gerados por tantos cliques de conflitos e misérias pela África", argumenta Greg. "Um pedaço da emoção, da vulnerabilidade, da empatia que nos torna humanos se perde a cada vez que acionamos o botão da câmera". Vejam mais comentários na Revista Studim 13.

João Silva, que trabalha para o NY Times, fez esta foto em Gana para o jornal. Mostra em imagens tocantes a história sobre o destino de crianças que são vendidas pelos próprios pais para trabalharem como pescadores.