Esta semana fui ver de novo o escaneamento do meu trabalho pessoal com uma pessoa que vale a pena indicar aqui. Millard Schisler, que está de volta ao Brasil há 1 ano, representante brasileiro no
Rochester Institute of Technology e que por 13 anos, foi diretor da
George Eastman House, ambas instituições dos Estados Unidos. Nas vezes que papeei com ele me senti anos-luz atrás no que diz respeito a conhecimento sobre tratamento de imagem e impressão. Se se quer uma referência nisso no Brasil atualmente, Millard é quem se pode dizer que é um dos maiores especialistas na área. De impressionar o conhecimento dele!
Ele que foi responsável por quase todas as ampliações das fotos da exposição do Prêmio Porto Seguro deste ano. Fez ele mesmo as ampliações em papel de algodão e as outras ele funcionou como gerenciador do processo de impressão em outro laboratório grande em São Paulo. Voltou ao Brasil e trabalha com Sílvio Pinhatti, a pessoa oficial que amplia fotos de Mário Cravo Neto. Eles ainda fazem o processo
Cibacrome, que para quem conhece é o supra-sumo da impressão em cor!! Só que caro, mas não é somente caro, é carríssimo, algo inacreditável!!! Enfim, sonho de muitos ter o trabalho impresso neste processo... Você ampliar uma foto (só uma) neste processo, em tamanho mais ou menos 15x21cm gira em torno de uns U$ 150,00 cada folha, cada impressão, isso mesmo, cada foto!!! Isso no Brasil!
O cibacrome tem a aparência de um acetato, da própria película fotográfica!! É um sonho!!! Quem sempre amplia neste processo é o fotógrafo Miguel Rio Branco.
Pois Millard me mostrou um papel que tem feito sucesso na área de
fine art. Contou sobre a famosa empresa de papel fotográfico a
Hahnemuehle e sobre uma outra empresa relativamente nova a
Innovaart que nasceu por dois profissionais que trabalharam na Hahne e partiram para o próprio negócio.
O papel que esses da hoje Innovaart criaram é o FibaPrint que começou a existir há mais ou menos 3 anos... Mas que chega no Brasil por agora... É um escândalo o papel! Impresso com jato de tinta! Um papel de algodão com brilho! Vale salientar que o papel de algodão é um dos mais resistentes - se preservados - do mercado. Ele sobrevive cerca de 300 anos. Esta é a garantia dele! É caro também, menos do que o Ciba...
Millard, esteve presente no (vejam
artigo publicado na Revista Com Ciência, da SBPC sobre a discussão) 1º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo e durante o seminário sobre a preservação da produção contemporânea alertou sobre Preservação de Imagem que “
o que se guarda acaba tornando-se a nossa história e o que não é guardado se perde e é apagado de nossas memórias”.
É um cara para aprender!! Só marcar uma pequena reunião com ele, já se vê a quantidade de conceitos bons e bem elaborados...