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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

o mexicano dos horizontes de concreto na china: sze tsung leong



Sze Tsung Leong!!! Conheci este mexicano de 41 anos - sim, mexicano - numa das aulas de Fotografia e História do professor Boris Kossoy, em meio a uma discussão sobre a temática da urbanização no Brasil no início do século XX. Fui apresentada à obra dele pela também fotógrafa e professora Anuschka Lemos - eis que me surge ao olhos o livro publicado por Sze em 2006 o "History Images".

Avassalador!! Ele foi à China, sem falar a língua do país e documentou a falta de preocupação com o patrimônio histórico e natural e com a memória do espaço público, mostrando assim o crescente processo de destruição do lugares históricos daquelas cidades chinesas. Uma avalanche de paredões de concreto imensos - promovida pelas altas edificações - e uma ausência humana desoladora nas imagens. Sze chama todo este processo de "apagamento do passado". Imagens inebriantes! A rapidez com que a China muda sua estrutura de planejamento urbano é o que mais impressiona Sze. E ainda - segundo ele - a história como forma urbana para aquele país é vista como "empecilho à modernização".


Em entrevista à revista latina on line de arte e política Guernica - maravilhosa, por sinal - Sze traça suas coordenadas de trabalho e seus objetivos. Vale muito ler!! No livro publicado, há o prefácio do fotógrafo e professor norte-americano Stephen Shore, que concedeu uma palestra em setembro último aqui em São Paulo, no MIS organizada pelo SP PhotoFest. Vale ver o vídeo com o trabalho e falas de Stephen Shore - "American Beauty". Este fotógrafo, também como Sze, discute a perspectiva e implicações da relação humana com os seus espaços.

Sabe-se que o tema da urbanização aliada à modernização é algo recorrente em vários estudos antropológicos, na história da arquitetura, na sociologia e na fotografia. Em relação à fotografia, leia-se o pertinente estudo de Helouise Costa e de Renato Rodrigues da Silva em seu livro "Fotografia Moderna no Brasil", onde é inserida a seguinte citação de Wilson Coutinho - "Atget, um clássico da fotografia moderna", Jornal do Brasil, 8 de abril de 1984.

"A destruição da cidade incomodou os amantes de Paris como os homens do patrimônio. A lei oferecia francos a quem fotografasse algum aspecto da rua de Paris, seus monumentos e logradouros, alguns que seriam devorados pela reforma urbana de Napoleão III, fotos estas que eram compradas pela municipalidade. Outro comércio era a própria adoração de Paris, havendo um mercado de colecionadores que se dedicavam a possuir em 18x24 cm, tamanho das fotos da época, pedaços da velha cidade que estava prestes a desaparecer".

Era a construção dos boulevards na Paris que odiou a construção da Torre Eiffel e da pirâmide do Museu do Louvre...

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Num clima aparentemente frio, ausente, os prédios mostrados por Sze parecem nascer como plantas, um atrás do outro e promove uma falta de saída, adotando o isolamento espacial sem fim. O horizonte é o aperto, a quantidade de conjuntos habitacionais e a destruição do antigo, ou do nem tanto antigo assim, que nem teve tempo para se categorizar como tal. Um trabalho que suscita discussões contemporâneas sobre qual o lugar do homem e como ele ocupa este espaço neste planeta. E enfim... Tantas outras discussões.

Em pensar que no período de transição de regimes de governo no Brasil no início do século XX, a modernização e a urbanização eram as palavras mais do que faladas e ouvidas na sociedade da época - vale lembrar que ainda o são até hoje e continuam possuindo a "adjetivação qualitativa de progresso" dada ao seu uso. As edificações construídas no período imperial envergonhavam o povo brasileiro. A ordem era, derrubar tudo e construir o que tivesse cara de República. Provavelmente, Sze Tsung Leong também iria ficar chocado se vivesse àquela época ou hoje em dia aqui nas grandes cidades do nosso país...



terça-feira, 27 de novembro de 2007

os fuscas de giselle rocha














Giselle Rocha adora fuscas... Tanto que produziu uma série com um tipo de fusca para cada gosto. Ela é fluminense mas com um histórico fortíssimo mineiro e mora em São Paulo desde 2001. Conheci Giselle no Curso Abril de Jornalismo em Revistas no mesmo ano. Foi uma das fotógrafas fundadoras do projeto Photogourmet, que depois virou produtora Phogo que unia fotografia e gastronomia em reuniões gostosas de projeção de fotos e que tomava o fotógrafo como cozinheiro de uma boa receita na noite.

Foi uma das organizadoras também da exposição do fotógrafo Luis Humberto no MIS este ano, juntamente com Salomon Cytrynowicz e Fernanda Curi. Trabalha como uma das coordenadoras de alguns projetos maravilhosos na Preservação e Conservação de Imagem da Fundação Bienal em SP. Ainda vou falar mais nisso por aqui!!

Sempre tenho colocado um fusca por pessoa. Mas não pude resistir à segunda foto que simplesmente na minha opinião é um detalhe lindo do que é um fusquinha. Vai uma oficial aqui acima e uma aqui abaixo a mais por isso.


sexta-feira, 5 de outubro de 2007

abre exposição de luis humberto

Ontem foi a abertura da exposição do fotógrafo Luis Humberto, com direito a visita guiada no Museu da Imagem e do Som em São Paulo. Linda exposição retrospectiva que já havia dado a graça em Brasília com curadoria dos fotógrafos Salomon Cytrynowicz, Fernanda Curi e Giselle Rocha.

Pois caros, vale muito a visita! Luis Humberto mostra seu tempo de fotojornalismo quando cobria a vasta política da capital federal, suas paisagens domésticas, a intimidade delicada de sua família... Uma Brasília linda!!
Cheguem por lá. No MIS, na Av. Europa, em SP.

Na foto, Luis Humberto e no segundo plano o curador da restrospectiva, Salomon Cytrynowicz.